A OMISSÃO DO GOVERNO CONTINUA GERANDO VIOLÊNCIA ÀS COMUNIDADES QUILOMBOLAS DO VALE DO RIBEIRA.

27/08/2013 11:14

EAACONE: Equipe de Articulação e Assessoria às Comunidades Negras, em nome das 32 Associações Quilombolas, manifesta sua indignação pela morosidade do Governo no tocante ao reconhecimento, titulação e retirada dos terceiros das terras quilombolas do Vale do Ribeira.

     Senhor Toninho na sua roça de feijão       Foto - Rubio Titi  

2013 – No Quilombo de Bombas – Iporanga, o Sr. Antoninho é covardemente agredido por terceiros que habitam em terras quilombolas.

Quilombo de Bombas recebeu da gestora do Parque Petar (subordinada à Fundação Florestal), autorização para abrir novo caminho de acesso à Comunidade, evitando assim passar em frente à casa dos agressores, que constantemente ameaçavam os que por ali passavam.

Dia 10 de agosto, a Comunidade organiza um mutirão com ajuda dos quilombolas de Porto Velho, para abrir o novo caminho.

Durante o mutirão tiros de espingarda foram disparados pelos terceiros em direção ao grupo que trabalhava. Sr. Antoninho, liderança de Bombas, aproxima-se do agressor para desarmá-lo, quando é surpreendido por mais uma pessoa que o ataca com uma foice. Sr. Antoninho está com um braço quebrado, o outro cortado e mais 11 pontos no rosto.

 Sr. Toninho machucado

2011 – O Quilombo de Praia Grande – Iporanga,  recebe a notícia  do desaparecimento da liderança Laurindo Gomes, que foi brutalmente assassinado. Um dos autores do crime já foi a júri popular e condenado. A Comunidade vive numa grande insegurança e medo. O que há por trás do desaparecimento de Laurindo?

 Laurindo Gomes

2003 – Quilombo de Porto Velho – Iporanga, por mais de 140 anos mantém a posse da área, mas recebia constantes ameaças de expulsão de suas terras por parte do fazendeiro, até que um dia a Igreja local onde a Comunidade se encontrava para celebrar, rezar e se organizar é brutalmente destruída pelo fazendeiro. Quando isto aconteceu, em seguida o governo reconhece oficialmente Porto Velho como Quilombo. Hoje continua sendo ameaçado por mineradoras. O processo encontra-se na Justiça Federal - 4ª Vara – regional Santos Nº 0002855.94.2013.4.03.6104.

             Igreja destruída                                                Mutirão para levantar nova Igreja

Aqui vai a pergunta: Por que tanta demora do Governo para regularizar as terras quilombolas? Está esperando que mais vidas sejam ceifadas? Não basta o número incontável de vidas que a escravidão ceifou por este Brasil afora?

Você que está lendo esta matéria, é convidado a manifestar seu repúdio pela inércia do Governo em retirar os terceiros e regularizar as terras dos Quilombos.

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