APEOESP - Vale do Ribeira INICIA CAMPANHA PELA REDUÇÃO DO NÚMERO DE ALUNOS POR SALA

10/10/2013 08:39


Definir o número de alunos pela “ocupação calculada na razão do espaço em m²”, o que pode chegar ao número de 50 alunos, é desconsiderar que o atendimento pedagógico se faz ao aluno e não ao espaço. A UNESCO recomenda: “O número de alunos em sala de aula dever ser reduzido em quantidade tal que permita ao professor ocupar-se pessoalmente de cada um.” Eventualmente, os alunos serão atendidos em pequenos grupos ou individualmente visando, por exemplo, o desenvolvimento de atividades de recuperação.(...)”, tal recomendação não é observada pela Secretaria Estadual de Educação de São Paulo, tornando nossa educação incompatível com um bom aprendizado.
Diante disso, A APEOESP - Vale do Ribeira está iniciando uma campanha para reduzir o número de estudantes por classe melhorando a qualidade do processo ensino-aprendizagem.
Salas cheias de alunos impossibilitam o atendimento diferenciado às necessidades individuais, dificultam a compreensão e a assimilação dos conteúdos, causam a evasão dos alunos e, além disto, o professor gasta muito mais energia para ministrar a aula, prejudicando consideravelmente a sua saúde, visto que salas superlotadas aumentam o nível de ruído e geram situações de conflitos, extremamente incompatíveis com o exercício do magistério.
O governo propõe o professor auxiliar (do aluno), com presença em apenas uma aula por semana nas disciplinas de Português e Matemática, como forma de amenizar os sintomas de superlotação. Porém, não são oferecidos momentos coletivos de planejamento de aulas e o professor auxiliar acaba sendo um número a mais presente na sala de aula ou, quando opta por retirar alguns dos alunos, que apresentam defasagem de conhecimentos, para trabalhar fora da sala, também espera o professor para orientá-lo. Recentemente, mais uma das experiências do governo paulista está sendo implantada: “o professor estagiário”, que segundo o próprio governo, seria como a residência médica.
Esquece, porém que diferente do médico residente, que já concluiu o bacharelado, o estagiário residente da educação, acabou de sair do ensino médio. Nesta experiência, aplica-se erroneamente o conceito de que, independente da formação, qualquer um pode ser classificado como professor.
A Campanha iniciada pelos professores é pelas condições dignas de trabalho, material didático atualizado e disponível, ambientes educacionais limpos, bem ventilados, valorização salarial, e, principalmente, pelo aluno que tem o direito de ser atendido em suas necessidades individuais por profissional devidamente licenciado e apto a exercer o nobre trabalho da docência.

Fonte: APEOESP - Vale do Ribeira Sindicato Estadual dos Professores